Objetivismo e comunismo:
O fim moral do indivíduo
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Introdução
O comunismo apresenta-se como a promessa suprema de igualdade:
sem classes,
sem exploração,
sem propriedade privada,
sem injustiça.
Mas o objetivismo afasta a promessa e examina a premissa.
O comunismo não é uma experiência económica mal compreendida.
É o desfecho lógico da moral coletivista.
Enquanto
o socialismo
reivindica uma posse parcial da tua vida,
o comunismo reivindica a posse total.
Ele não se limita a regular a produção.
Ele abole o indivíduo enquanto ser moral.
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O que o comunismo realmente é
Na sua essência, o comunismo é a abolição completa da propriedade privada,
da produção privada
e da autonomia económica individual.
Todos os meios de produção pertencem ao Estado — ou ao “povo”,
o que na prática significa um aparelho de poder centralizado.
Não existe troca voluntária.
Nenhuma propriedade independente.
Nenhum controlo pessoal sobre o produto do teu esforço.
O princípio fundamental é absoluto:
o indivíduo existe unicamente para servir o coletivo.
Isto não é um efeito secundário.
É o fundamento moral do sistema.
⚖️
A abolição dos direitos
O objetivismo define os direitos como princípios morais que protegem o indivíduo contra a coerção.
O comunismo rejeita completamente este conceito.
Não existe direito de propriedade.
Nenhum direito de trocar.
Nenhum direito de escolher o próprio trabalho.
Nenhum direito de recusar a participação.
A necessidade substitui os direitos.
O coletivo substitui o indivíduo.
A força substitui o consentimento.
É por isso que o comunismo não pode coexistir com a liberdade.
Ele exige a suspensão permanente dos direitos para poder funcionar.
🏭
A produção sob controlo total
O comunismo trata a produção como um processo mecânico que pode ser planeado centralmente.
O objetivismo identifica o erro fatal:
a produção é o resultado do pensamento.
Como explicado em
Objetivismo e trabalho,
o trabalho humano não é força muscular intercambiável —
é ação racional orientada para um objetivo.
Quando o Estado dita os objetivos,
os métodos
e os resultados,
a mente do produtor torna-se irrelevante.
A inovação colapsa.
A responsabilidade dissolve-se.
A eficiência é substituída pela obediência.
O que resta não é produtividade,
mas estagnação imposta pelo poder.
🧠
A exigência psicológica: obediência
O comunismo não se limita a controlar comportamentos.
Ele procura remodelar a mente humana.
A independência é rotulada como egoísmo.
A ambição como traição.
A excelência como desigualdade.
O cidadão ideal não é produtivo —
é dócil.
Esta dimensão psicológica é essencial.
Um sistema que abole o julgamento individual
tem de destruir a confiança individual.
O resultado é uma cultura de medo,
informadores
e conformismo moral,
não de solidariedade.
🔗
Por que o comunismo exige força total
Todo sistema comunista, sem exceção,
recorreu à censura,
à vigilância policial,
ao trabalho forçado
e à violência.
Isto não é coincidência histórica.
É uma necessidade lógica.
Se os indivíduos não possuem a própria vida,
devem ser forçados a agir.
Se a produção é obrigatória,
a não conformidade torna-se um crime.
Um sistema que nega a escolha
deve governar pela força — permanentemente.
📉
O colapso económico é um sintoma, não a causa
O comunismo é frequentemente criticado pela ineficiência, escassez e pobreza.
Tudo isso é real —
mas são consequências, não causas.
A falha fundamental é moral:
um sistema que proíbe o interesse próprio
proíbe a motivação.
Sem propriedade,
não há razão para melhorar.
Sem recompensa,
não há razão para excelir.
O que colapsa primeiro não é a economia,
mas o incentivo para pensar.
🧭
O comunismo como estágio final do coletivismo
O comunismo não surge de repente.
Ele é o desfecho lógico de ideias coletivistas aceites anteriormente.
Primeiro,
os direitos individuais são questionados.
Depois,
a propriedade é restringida.
Em seguida,
a produção é regulada.
Por fim,
a propriedade é abolida.
Esta progressão explica por que
Objetivismo e socialismo
deve ser compreendido como parte do mesmo continuum moral.
O comunismo não é uma alternativa.
É a conclusão.
🗽
A alternativa objetivista: o capitalismo
O objetivismo rejeita o comunismo de forma total e inequívoca.
Defende um sistema no qual os indivíduos possuem a própria vida,
o seu trabalho
e o produto do seu esforço.
Esse sistema é o
capitalismo —
não como uma conveniência económica,
mas como uma necessidade moral.
O capitalismo reconhece que o progresso humano nasce de mentes livres,
da troca voluntária
e do sucesso merecido —
e não da igualdade imposta.
🏛️
Conclusão
O comunismo não é um caminho para a justiça.
É uma declaração de que o indivíduo não possui valor moral.
Ele abole os direitos,
destrói a produção
e exige a obediência como virtude.
O objetivismo rejeita o comunismo na sua raiz,
porque rejeita a própria ideia de que o ser humano seja um fim em si mesmo.
Uma sociedade digna do homem exige o oposto:
razão, direitos individuais e liberdade — sem compromissos.