Objetivismo e cinema:
O que os filmes realmente ensinam sobre a vida
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Introdução
O cinema é frequentemente tratado como “apenas entretenimento”.
Duas horas de distração.
Uma fuga inofensiva.
O objetivismo rejeita completamente essa ideia.
Todo filme projeta uma visão do homem e da existência.
Ele mostra o que é admirável, o que é desprezível, o que merece recompensa — e o que merece sacrifício.
Conscientemente ou não, os filmes ensinam valores.
E esses valores moldam a forma como as pessoas sentem ambição, sucesso, culpa, responsabilidade e grandeza.
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O cinema como arma moral
Um filme faz mais do que contar uma história.
Ele apresenta um universo moral.
Quem é retratado como nobre?
Quem é retratado como perigoso?
Quem deve ser contido, punido ou humilhado?
O objetivismo julga o cinema por um único critério:
que visão do homem ele projeta?
O homem é um ser criador, capaz de moldar o próprio destino?
Ou um peão impotente esmagado pela sociedade, pelo acaso ou “pelo sistema”?
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Filmes alinhados com valores objetivistas
Filmes compatíveis com o objetivismo tendem a compartilhar características claras:
• Um protagonista racional, guiado por objetivos
• Responsabilidade individual
• Orgulho na realização
• Recusa em se submeter a uma autoridade injusta
• A criação como virtude moral
Exemplos:
The Fountainhead — a expressão cinematográfica mais clara do objetivismo, retratando um criador intransigente que se recusa a viver para os outros.
Gattaca — uma rejeição do determinismo biológico e da rotulagem social, afirmando a vontade humana e a ambição racional.
The Social Network — imperfeito, mas poderoso ao retratar a criação, a propriedade e o custo de construir algo novo.
There Will Be Blood — não uma aprovação moral, mas um estudo brutal da ambição, do poder e da produção sem sentimentalismo.
Esses filmes tratam a realização como real, o esforço como significativo e o sucesso como conquistado — não roubado.
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Filmes em oposição direta ao objetivismo
Muitos filmes celebrados promovem valores exatamente opostos.
Eles glorificam a fraqueza.
Romantizam a vitimização.
Retratam a excelência como arrogância e o sucesso como culpa.
Temas antiobjetivistas comuns incluem:
• O indivíduo bem-sucedido deve ser punido
• A sociedade merece sacrifício
• A pureza moral vem do sofrimento
• A força é perigosa
Exemplos:
Parasite — uma narrativa de luta de classes em que o ressentimento substitui a responsabilidade.
Joker — a estetização do niilismo e do colapso psicológico.
Snowpiercer — uma alegoria coletivista baseada na igualdade imposta e na privação moralizada.
Nomadland — resignação passiva apresentada como profundidade espiritual.
Esses filmes não apenas retratam o sofrimento — eles o sacralizam.
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O que o cinema treina você a sentir
A exposição repetida importa.
Se os filmes retratam constantemente a ambição como crueldade,
você acabará sentindo culpa por querer mais.
Se a criação é enquadrada como exploração,
você hesitará em construir.
O cinema condiciona reflexos emocionais —
muito antes de as ideias serem examinadas conscientemente.
O objetivismo insiste que as emoções devem ser educadas,
e não entregues à narrativa que estiver na moda.
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Conclusão
O cinema não é neutro.
Todo filme responde a uma pergunta silenciosa:
que tipo de vida vale a pena ser vivida?
O objetivismo defende filmes que afirmem a razão, a realização, a independência e o orgulho.
Não propaganda — mas histórias honestas em que a grandeza é possível e merecida.
Se você escolhe suas ideias com cuidado,
deveria escolher seus filmes da mesma forma.